Terei de voltar a Mealhada

Há uns meses atrás tive a sorte passar na Mealhada e parar na Churrascaria Fogo no Chão, comi uma sopa, provei o leitão (delicioso) e para beber, a refeição foi acompanhada do vinho da casa, um vinho verde espumante, “Bolhinhas”. Tenho procurado este vinho nos supermercados e garrafeiras, mas ainda não consegui encontrá-lo.
O Vinho Verde é tão típico português como são os pasteis de Belém ou a Ponte de Dom Luís.
A Denominação de Origem “Vinho Verde” foi aceite pelo OIV – Office International de la Vigne et du Vin – em Paris em 1949. Posteriormente, foi reconhecida no registo internacional pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual em Ginebre, em 1973.
O Vinho Verde foi um dos primeiros vinhos exportados em Portugal, há quem diga que foi o primeiro, mas há outros que afirmam que só começou exportar-se depois do Vinho do Porto. Seja como for, o Vinho Verde leva nas costas a experiência dos anos e a tradição. A experiência tem servido aos criadores para fazer estes vinhos ganharem prestigio quer dentro, quer além fronteiras.
Durante muito tempo, o vinho verde, foi considerado como um vinho de menor qualidade pelo seu peculiar sabor e porque foram comercializadas algumas misturas que nada tinham a ver com os autênticos.
Embora agora já se possa falar em fama para o Vinho Verde, é muito provável este vinho continuar a ser um grande desconhecido para muitos, mas nunca é tarde. O sabor, fresco afrutado e jovem, destes líquidos faz serem perfeitos para acompanhar a gastronomia do território onde nascem.
A Região dos Vinhos Verdes compreende o Noroeste de Portugal, é divida em nove sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Cávado, Baião e Paiva. Geograficamente a zona é limitada pelo rio Minho a Norte, zonas montanhosas a Leste e Sul, e pelo Oceano Atlântico a Oeste.
Uma das castas com as quais é realizado este vinho é a casta Alvarinho, casta de origem galaico-português. Os Alvarinhos galegos têm uma reputação no mundo que serve de referente para os vinhos portugueses, mas a história não tem favorecido ao desenvolvimento em igualdade de condições; até não há muito os agricultores portugueses da zona de Monção e Melgaço (as mais valoradas zonas dos vinhos verdes) preferiam vender a uva aos fabricantes galegos porque obtinham maiores rendimentos.
Não obstante, hoje em dia o vinho verde português da casta Alvarinho dá como resultado brancos de alta qualidade.
Como curiosidade em Ponte de Lima a casta Alvarinho é conhecida pelo nome de “Galego” ou “Galeguinho”.
Nesta Região existem muitos produtores, se comparado com o número de engarrafadores. As marcas precisam de uma maior visibilidade para se aproximar dos grandes distribuidores. É por isto que muitos viticultores engarrafam parte das colheitas de forma artesã e ficam fora do circuito comercial e então este vinho é, com sorte, oferecido em restaurantes familiares ou na casa dos amigos.
Terei de voltar à Mealhada.
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